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Tratamento de Efluentes

Artigo publicado pela revista TN Petróleo, Setembro/Outubro 2009

Tratamento de efluentes

MFSFlux investe R$ 6 milhões em tecnologias japonesa e russa para tratamento de efluentes

TURBOFLUX É UM POLÍMERO que reduz em 95% as impurezas de efluentes, com 35% de redução do custo operacional. Carbonflux retira do
ambiente óleo derramado, seja em meio líquido ou sólido (inclusive da areia) e reduz o custo em até 50%.
    A MFSFlux, empresa brasileira de soluções ambientais, está investindo R$ 6 milhões para trazer ao mercado novos produtos para tratamento de efluentes. O Turboflux e o Carbonflux são de tecnologia japonesa e russa, respectivamente, ambos com produção nacional, sendo que o segundo será fabricado pela própria MFSFlux em São Bernardo do Campo (SP).
    Os planos da companhia são de expandir seu faturamento mensal dos atuais R$ 3,5 milhões para R$ 10 milhões já a partir de 2010. “O Turboflux e o Carbonflux são produtos de ponta que antecipam a tecnologia do setor em quase 20 anos”, explica Fernando Correa, sócio-diretor da MFSFlux. O investimento deve gerar cem novos postos de trabalho.
    A empresa é brasileira e resultado da fusão da MFS (no mercado desde 1993) com a Flux (no mercado desde 1998) –, ambas atuantes no setor de tratamento da água, fornecendo tecnologia de beneficiamento da água e tratamento de efluentes, os serviços para todas as etapas do processo de tratamento de água, de efluentes, descarte de material e produção de água de reuso. A empresa conta com o conhecimento acumulado pela Minerbo-Fuchs, referência de mercado, para a execução dos projetos completos e gerenciamento de obras.

Turboflux – O produto é um polímero fabricado no Brasil sob licença e com tecnologia japonesa. Trata-se de um pó que aglutina em flocos as impurezas presentes nos efluentes - industriais e sanitários - em um tempo que varia de 30 segundos a um minuto. O tempo gasto pela tecnologia atual é de no mínimo uma hora.
     Com isso, há uma economia em escala em toda a operação. A construção da própria estação de tratamento de água fica até 35% mais barata. Isso significa, tomando como parâmetro uma ETE de pequeno porte, um investimento aproximado de R$ 3,25 milhões contra gastos atuais de R$ 5 milhões. “A área construída diminui, o que requer menos obras civis e reduz também o número de equipamentos adquiridos
porque a produtividade aumenta muito”, explica Correa.
     O Turboflux é um produto focado na produção de água de reuso porque atua no tratamento primário do efluente, apresentando um rendimento superior a 95% de remoção de impurezas. O floco gerado possui aspecto plástico que retém 20% menos de água, o que agiliza também o trabalho do secador de lodo.
     Com as novas regras de taxação e limitação de captação de água pura, o reuso ganhou corpo no setor industrial. Uma fábrica do setor automotivo, por exemplo, gasta em média 150 mil m³ por mês. Já no setor têxtil, esse uso chega a 600 mil m³ por mês. “A economia proporcionada pelo Turboflux é real e contribui tanto para o caixa das empresas quanto para a preservação dos nossos mananciais”, afirma o empresário.
     A MFSFlux atua conforme a característica do efluente. São necessários de 100 g a 200 g por metro cúbico de água de Turboflux. O estoque inicial da empresa é de 150 toneladas por mês. Correa diz que mais de 50 clientes em potencial estão testando o Turboflux, em
especial empresas dos setores têxtil e automotivo.

Carbonflux – Trata-se de uma grafite tratada industrialmente para ampliar sua capacidade de absorção. A tecnologia foi desenvolvida na antiga União Soviética e foi adquirida pela MFSFlux na Rússia. Com isso, a empresa brasileira tem a licença exclusiva de produção e comercialização do Carbonflux no Brasil – a planta de fabricação será em São Bernardo do Campo e entra em operação em dezembro de 2009.
    O produto é ideal para retirada de óleos em geral e absorve 45 vezes mais o seu próprio peso. Ou seja, para cada 1 kg de Carbonflux, são absorvidos 45 kg de óleo.
    O processo em uso atualmente no mercado é o de flotação. “É eficiente, mas tem seus limites”, afirma Correa. A flotação só absorve o óleo em meio líquido e no processo capta água junto. Já o Carbonflux absorve óleo em qualquer lugar (inclusive na areia) e não capta água, apresentando capacidade de descontaminação da água de 99,9%.
    O Carbonflux além de absorver mais óleo, reduz o custo da operação de limpeza. Na areia, por exemplo, a remoção de óleo fica cerca de 50% mais barata. No mar, reduz em 35%. "A capacidade elevada de absorção dá ao Carbonflux uma produtividade única no mercado", afirma o sócio-diretor da MFSFlux.


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